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Governança Onchain para Moedas Sociais

Hackathon Submission

1. Resumo

O projeto cria um modelo de governança onchain para moedas sociais locais. Ele permite que cidadãos e bancos comunitários decidam juntos, de forma transparente e segura, sobre as regras de suas moedas no ambiente blockchain.
A estrutura usa Aragon OSx para gerenciar propostas, Safe multisig para segurança e tokens soulbound compatíveis com ERC20Votes para garantir o princípio de “um voto por pessoa”.

DAO de exemplo:
https://app.aragon.org/dao/base-mainnet/0x2beBDfF784cd462aa58CF763E3b2CeFeD009B5d7/settings


2. Problema

Moedas sociais são ferramentas importantes para o desenvolvimento local, mas ainda dependem de estruturas tradicionais de decisão. Com a migração para blockchain, surge a necessidade de um sistema de governança que funcione dentro do mesmo ambiente tecnológico.
Hoje, essas decisões acontecem de forma informal, com base em confiança e proximidade. No blockchain, as regras passam a ser automáticas e transparentes por meio de smart contracts, exigindo que a governança também seja digital, segura e participativa.


3. Objetivo

Criar um exemplo funcional de governança onchain para uma moeda social, com dois grupos de decisão:

  1. População Local — cada pessoa com direito a um voto.
  2. Banco Comunitário — responsável por garantir o cumprimento das regras e atuar como filtro de segurança (veto).

4. Estrutura do Sistema

  • Plataforma: Aragon OSx.
  • População Local: usa um token soulbound (não transferível) com interface ERC20Votes. Cada cidadão tem um voto, podendo delegar, mas não transferir.
  • Banco Comunitário: opera via Safe multisig, com permissão para vetar propostas que violem regras, leis ou prejudiquem o sistema.
  • Gestão do Token da Moeda: o contrato da moeda é controlado pela DAO, que define permissões e limites operacionais.

5. Tipos de Propostas

O sistema permite criar diferentes tipos de proposta com regras específicas, ajustando quórum e participação mínima conforme o impacto da decisão:

  1. Governança: altera parâmetros de votação ou delegação.
  2. Política Monetária: ajusta taxas, emissão e queima de tokens.
  3. Cidadania: inclui ou remove cidadãos do sistema.
  4. Operações: define parâmetros administrativos do banco comunitário.
  5. Upgrades Técnicos: altera contratos ou adiciona novas funções.

Cada tipo tem limites de participação e apoio mínimo configuráveis, garantindo flexibilidade sem comprometer a segurança.


6. Processo de Votação

  1. Um cidadão cria uma proposta.
  2. A DAO faz um snapshot dos votos válidos.
  3. Os cidadãos votam dentro do prazo.
  4. Se os critérios de quórum e apoio forem atingidos, a proposta é aprovada.
  5. Um timelock impede execução imediata.
  6. O Banco Comunitário pode revisar e vetar a proposta durante esse período.
  7. Sem veto, o contrato executa a mudança automaticamente.

7. Parâmetros Padrão do MVP

  • Criação de proposta: mínimo de 1% dos cidadãos.
  • Participação mínima: 10% a 25%, conforme o tipo.
  • Apoio mínimo: 50% para decisões simples, 66% para monetárias ou técnicas.
  • Timelock: 24h para simples, 72h para críticas.
  • Veto: permitido apenas com justificativa pública.

8. Segurança e Simplicidade

  • Voto um por pessoa: impede concentração de poder.
  • Delegação opcional: permite representação sem transferir poder econômico.
  • Veto com transparência: protege contra abusos e mantém legitimidade.
  • Logs onchain: todas as ações são públicas e rastreáveis.
  • Operações básicas automáticas: o Banco executa tarefas rotineiras sem votação, mantendo o sistema ágil.

9. Rede e Compatibilidade

  • Rede: Base mainnet (baixa taxa e rápida confirmação).
  • Contratos: compatíveis com ERC20Votes e Aragon OSx.
  • Carteiras: compatíveis com qualquer wallet EVM.
  • Futuro: integração com credenciais verificáveis e provas ZK para garantir unicidade sem expor identidade.

10. Entregáveis

  • DAO funcional criada na Base.
  • Token soulbound de cidadania.
  • Safe multisig do Banco Comunitário.
  • Demonstração de ajuste de taxa de transação simbólica.

11. Próximos Passos

  • Implementar cadastro com verificação local e ZK proofs.
  • Adicionar delegação líquida com prazos e revogação.
  • Criar painéis públicos de governança e transparência.
  • Desenvolver templates reutilizáveis para outras moedas sociais.

12. Conclusão

O projeto mostra como moedas sociais podem migrar para blockchain sem perder sua essência comunitária.
Com uma governança onchain simples, transparente e auditável, a comunidade mantém o controle das decisões enquanto o banco garante a segurança e o cumprimento das regras.
Essa estrutura é aberta, replicável e pronta para ser adaptada por outras iniciativas de finanças locais.

About

Hackathon on Recity, drafting a governance system for community currencies

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