Hackathon Submission
O projeto cria um modelo de governança onchain para moedas sociais locais. Ele permite que cidadãos e bancos comunitários decidam juntos, de forma transparente e segura, sobre as regras de suas moedas no ambiente blockchain.
A estrutura usa Aragon OSx para gerenciar propostas, Safe multisig para segurança e tokens soulbound compatíveis com ERC20Votes para garantir o princípio de “um voto por pessoa”.
DAO de exemplo:
https://app.aragon.org/dao/base-mainnet/0x2beBDfF784cd462aa58CF763E3b2CeFeD009B5d7/settings
Moedas sociais são ferramentas importantes para o desenvolvimento local, mas ainda dependem de estruturas tradicionais de decisão. Com a migração para blockchain, surge a necessidade de um sistema de governança que funcione dentro do mesmo ambiente tecnológico.
Hoje, essas decisões acontecem de forma informal, com base em confiança e proximidade. No blockchain, as regras passam a ser automáticas e transparentes por meio de smart contracts, exigindo que a governança também seja digital, segura e participativa.
Criar um exemplo funcional de governança onchain para uma moeda social, com dois grupos de decisão:
- População Local — cada pessoa com direito a um voto.
- Banco Comunitário — responsável por garantir o cumprimento das regras e atuar como filtro de segurança (veto).
- Plataforma: Aragon OSx.
- População Local: usa um token soulbound (não transferível) com interface ERC20Votes. Cada cidadão tem um voto, podendo delegar, mas não transferir.
- Banco Comunitário: opera via Safe multisig, com permissão para vetar propostas que violem regras, leis ou prejudiquem o sistema.
- Gestão do Token da Moeda: o contrato da moeda é controlado pela DAO, que define permissões e limites operacionais.
O sistema permite criar diferentes tipos de proposta com regras específicas, ajustando quórum e participação mínima conforme o impacto da decisão:
- Governança: altera parâmetros de votação ou delegação.
- Política Monetária: ajusta taxas, emissão e queima de tokens.
- Cidadania: inclui ou remove cidadãos do sistema.
- Operações: define parâmetros administrativos do banco comunitário.
- Upgrades Técnicos: altera contratos ou adiciona novas funções.
Cada tipo tem limites de participação e apoio mínimo configuráveis, garantindo flexibilidade sem comprometer a segurança.
- Um cidadão cria uma proposta.
- A DAO faz um snapshot dos votos válidos.
- Os cidadãos votam dentro do prazo.
- Se os critérios de quórum e apoio forem atingidos, a proposta é aprovada.
- Um timelock impede execução imediata.
- O Banco Comunitário pode revisar e vetar a proposta durante esse período.
- Sem veto, o contrato executa a mudança automaticamente.
- Criação de proposta: mínimo de 1% dos cidadãos.
- Participação mínima: 10% a 25%, conforme o tipo.
- Apoio mínimo: 50% para decisões simples, 66% para monetárias ou técnicas.
- Timelock: 24h para simples, 72h para críticas.
- Veto: permitido apenas com justificativa pública.
- Voto um por pessoa: impede concentração de poder.
- Delegação opcional: permite representação sem transferir poder econômico.
- Veto com transparência: protege contra abusos e mantém legitimidade.
- Logs onchain: todas as ações são públicas e rastreáveis.
- Operações básicas automáticas: o Banco executa tarefas rotineiras sem votação, mantendo o sistema ágil.
- Rede: Base mainnet (baixa taxa e rápida confirmação).
- Contratos: compatíveis com ERC20Votes e Aragon OSx.
- Carteiras: compatíveis com qualquer wallet EVM.
- Futuro: integração com credenciais verificáveis e provas ZK para garantir unicidade sem expor identidade.
- DAO funcional criada na Base.
- Token soulbound de cidadania.
- Safe multisig do Banco Comunitário.
- Demonstração de ajuste de taxa de transação simbólica.
- Implementar cadastro com verificação local e ZK proofs.
- Adicionar delegação líquida com prazos e revogação.
- Criar painéis públicos de governança e transparência.
- Desenvolver templates reutilizáveis para outras moedas sociais.
O projeto mostra como moedas sociais podem migrar para blockchain sem perder sua essência comunitária.
Com uma governança onchain simples, transparente e auditável, a comunidade mantém o controle das decisões enquanto o banco garante a segurança e o cumprimento das regras.
Essa estrutura é aberta, replicável e pronta para ser adaptada por outras iniciativas de finanças locais.